Presidenciáveis querem garantir palanque em MT e influenciam candidaturas ao Governo do Estado

Por Jacques Gosch-RDNews 11/02/2018 - 22:35 hs

O cenário para a disputa ao Governo do Estado nas eleições de outubro ainda está nebuloso e também será influenciado pelas candidaturas à Presidência da República. Isso porque os candidatos a governador precisam montar palanque para garantir espaços aos seus presidenciáveis em Mato Grosso.

Candidato à reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB) deve disputar o segundo mandato apoiando Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência da República. Outro que pode aparecer no palanque do tucano é o apresentador de TV Luciano Huck já que sua filiação ao PPS - partido que certamente estará no arco de alianças - para ingressar na disputa eleitoral não está descartada.

Montagem


Huck, Alckmin e Ciro estão entre cotados na disputa presidencial e vão precisar de palanque na campanha em MT

 Caso a aliança com o PSD do vice-governador Carlos Fávaro se mantenha, um terceiro presidenciável poderá estar no palanque de Taques. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também prepara candidatura pela sigla social-democrata.

As eleições presidenciais também podem contribuir para sacramentar o afastamento do DEM, que trabalha com a perspectiva de lançar o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes para governador, do arco de alianças de Taques. Ocorre que os dirigentes locais já receberam orientação do Diretório Nacional para preparar palanque para eventual candidatura a presidente da República do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para consolidar a unidade em torno de um candidato único, possivelmente só o senador Wellington Fagundes (PR) já que dificilmente o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) conseguirá o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para se aposentar em tempo hábil de se filiar ao PTB e viabilizar a candidatura. É um cenário em que a oposição precisará conciliar interesses de diversas siglas. São elas PR, MDB, PTB, PV, PP, PDT, PSB, PT e PCdoB.

O PDT ensaia lançar o ex-governador do Ceará Ciro Gomes para presidente da República enquanto o PSB trabalha com o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Já o PCdoB deve apresentar a candidatura da deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila.

O PT insiste com o ex-presidente Lula apesar da condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá. As demais siglas de oposição em Mato Grosso devem dividir o apoio entre os nomes que estão se credenciando para a disputa eleitoral.

O Podemos pressiona o senador José Medeiros para entrar na disputa pelo governo. Pretende construir palanque para o paranaense Álvaro Dias, presidenciável da legenda.

O nanico PSL é a sigla que abrigou o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) para concorrer a presidente da República, mas não deve apresentar candidato a governador. A campanha deve ser encorpada por militantes do PSC como o deputado federal Victório Galli, que apesar da sigla apresentar o economista Paulo Rabelo de Castro para o cargo, promete apoiar o polêmico parlamentar carioca da direita, mesmo contrariando orientação partidária.

As articulações ainda estão em andamento tanto no âmbito nacional quanto em Mato Grosso. Com isso, a tendência é que as definições sobre em qual palanque cada presidenciável vai subir acontecerão a partir de julho, após as convenções partidárias.